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Pastor é acionado no MPF após beijar a boca da própria filha

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O CASO GEROU REVOLTA

Pastor é acionado no MPF após beijar a boca da própria filha

Guilherme Azevedo
Guilherme Azevedo
Publicado em 09/05/2024, 08:57
Atualizado em 26/05/2026, 05:37

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acionou o Ministério Público Federal (MPF) contra o pastor Lucinho Barreto, que diz ter beijado a própria filha na boca.

De acordo com a publicação, a parlamentar acusa o pastor de violência sexual contra vulnerável e pede uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais coletivos. Segundo a parlamentar, a quantia deve ser destinada a entidades de acolhimento de crianças vítimas de violência sexual.

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Imagem: Reprodução Internet
Imagem: Reprodução Internet

“A conduta do pastor Lucinho Barreto é uma evidente incitação de crime de abuso sexual infantil, não importando se há ou não comprovação para o fato que ele próprio narrou. Além disso, a mensagem que passou em sua pregação para homens não está protegida pelo princípio constitucional da liberdade religiosa ou da liberdade de expressão, por se tratar de conduta ilícita que merece responsabilização”, diz trecho da ação.

Em um culto realizado no dia 15 de abril e que foi transmitido pelo Youtube, o pastor admitiu ter beijado a própria filha e gerou um forte debate nas redes sociais pelo comportamento.

“Peguei minha filha um dia, dei [um] beijo nela e falei que amava ela. Ela passava, eu falava: ‘Nossa, que mulherão. Ai, se eu te pego’. Ela falava: ‘Credo, pai, você já é da mamãe’. Aí, dava beijo nela. Um dia, ela distraiu e eu dei um beijo na boca dela. Ela disse: ‘Que isso, pai?’ Eu falei assim: ‘Porque quando encontrar seu namorado, vou falar: você é o segundo. Eu já beijei'”, disparou o evangélico.

Após a repercussão, a filha do pastor defendeu o pai. Ela negou qualquer abuso e sugerindo um contexto mal interpretado das falas. Já o religioso pediu desculpas a quem se sentiu ofendido e que sua fala foi retirada de contexto. Via Folha de São Paulo

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