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Trabalhadores da higienização do Hospital Eduardo Campos denunciam assédio moral e adoecimento psicológico

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Trabalhadores da higienização do Hospital Eduardo Campos denunciam assédio moral e adoecimento psicológico

Guilherme Azevedo
Guilherme Azevedo
Publicado em 29/01/2026, 14:29
Atualizado em 26/05/2026, 05:37
Imagem da reportagem

Um apelo feito por trabalhadores e ex-trabalhadores do setor de higienização do Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, denuncia uma série de situações de assédio moral, pressão psicológica e adoecimento emocional que estariam ocorrendo no ambiente de trabalho.

As denúncias apontam que os episódios teriam se intensificado ao longo do último ano e foram enviadas ao Repórter Ligeirinho nesta quinta-feira (29).

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Segundo o relato, a principal queixa envolve a atuação da supervisora identificada como Márcia Vasconcelos, que, conforme os denunciantes, teria promovido demissões frequentes, além de criar um ambiente de trabalho marcado por humilhações, gritos, deboche e perseguições. Ainda de acordo com o apelo, aproximadamente 10 funcionários teriam sido demitidos, enquanto outros teriam pedido desligamento por não suportar a pressão psicológica.

Os trabalhadores afirmam ainda que cerca de 20 pessoas estariam afastadas por problemas de saúde, como ansiedade e depressão, e que outros seguem trabalhando mesmo no limite emocional, por necessidade financeira e medo de represálias. A denúncia aponta que o setor de higienização seria o mais atingido, com relatos de tratamento desrespeitoso e desumanizado.

O texto cita casos específicos de ex-funcionários que teriam sido pressionados, transferidos de setor ou submetidos a mudanças de horário, o que, segundo os denunciantes, serviria como forma de punição ou justificativa para futuras demissões. Também há relatos de comentários ofensivos e apelidos pejorativos, que configurariam bullying no ambiente de trabalho.

Outro ponto levantado diz respeito à falta de apoio institucional. De acordo com os trabalhadores, situações de adoecimento grave não teriam recebido acompanhamento adequado da gestão, o que reforçaria o sentimento de abandono e negligência. A direção do hospital também é citada nas denúncias, sob alegação de omissão diante das reclamações.

Além das questões relacionadas ao assédio, os trabalhadores questionam direitos trabalhistas, como:

pagamento do adicional de insalubridade; fornecimento de vale-transporte, inclusive para funcionários que residem em outras cidades; escalas e horários que, segundo o relato, estariam prejudicando a convivência familiar, especialmente de mães com filhos pequenos.

O apelo termina com um questionamento direto sobre o cumprimento da legislação trabalhista e pede que os órgãos competentes acompanhem a situação, para garantir dignidade, respeito e condições humanas de trabalho aos profissionais da higienização.

A reportagem do Ligeirinho ressalta que as denúncias são de responsabilidade dos autores do apelo e que o espaço segue aberto para que a supervisora citada, a direção do Hospital Eduardo Campos e demais envolvidos se manifestem e apresentem sua versão dos fatos.

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